Pois é, o Galhofas é o nosso menino. É o primeiro, aquele com que apanhamos os primeiros grandes sustos e também as primeiras alegrias.
A coisa é comparada ao primeiro carro que compramos depois de tirar a carta, convém que seja um a atirar para o velhote, para o caso de a coisa correr para a batida, não custar muito no bolso, e claro está, ganhar experiência.
Todavia, e embora pensemos ficar com o Galhofas ainda por mais alguns anos, começamos a pensar no próximo. Aqui começa as perguntas e os requisitos.
Para mim, um barco ideal deve ter os seguintes requisitos:
- Ser forte, mas ágil;
- Rápido, mas confortável;
- Entre os 45 a 50 pés;
- 3 Camarotes, um para os "patrões", outro para as catraias (que na altura já serão modelos) e outro para os convidados/arrumações;
- 2 WC, sendo um deles com chuveiro separado;
- Pilot-house, para navegações com mau tempo ou chuva e desfrute das vistas;
- Bastante arrumação para a logística;
- Boa autonomia energética (com muitas baterias):
- Gerador a gasolina/gasóleo;
- Gerador eólico;
- Gerador solar;
- Dessalanizador (water maker);
- Instrumentos/electrónica boa. Somente o essencial com redundância no GPS e VHF;
- Outros requisitos mais técnicos que não interessa aqui descriminar;
Ora tudo isto encontramos num bicasco. Porém, o bicasco tem algumas desvantagens:
- Caro nas marinas;
- Desconheço o seu verdadeiro comportamento em mau tempo.
Mas reconheço que um bicasco é um barco de sonho, pelo espaço e vida a bordo que proporciona.
O monocasco, é mais tradicional e aceite num porto/marina. Já existem modelos com características muito semelhantes aos bicascos. Veja-se os Southerly www.northshore.co.uk
É sem dúvida um barco de sonho.
Até à uns tempos atrás, quedava-me mais pelos bicascos (Catamarans). Esta preferência era motivada pela ideia de velocidade que estava associada aos bicascos.
Porém, a realidade é outra. Nos testes que tenho lido na impressa especializada, quando vemos Lagon 410, 420, etc. com performances de 7 a 10 nós de velocidade cruzeiro, verificamos que não são assim tão mais rápidos que os monocascos. Além do mais, os monos conseguem performances em bolina muito mais interessantes que os bicascos.
É difícil de dizer qual o mais interessante, mono ou bi. Penso que a decisão terá que ser mais sentimental do que racional, pois ambos conseguem proporcionar vivências a bordo interessantes e singulares.
É uma conversa que tem que ser actualizada com os proprietários de bicascos, e quem sabe fazer uns charters em bicascos para perceber se valem mesmo a pena em relação a um monocasco com características semelhantes a que só os bicascos nos conseguiam proporcionar até a algum tempo atrás.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Invernar o Galhofas
Este ano, resolvemos invernar o Galhofas na Marina do Parque das Nações.
Para além de ser uma marina óptima, com imensos serviços à porta, não estivessemos no Parque das Nações, é uma marina fantástica pela sua quietude de águas.
Com o sistema de comportas coadjuvado pelo facto de estarmos em pleno Tejo, a 12 milhas da foz, não se faz sentir qualquer influência do mau tempo. Só mesmo o vento para nos preocupar. Mas com o vento, temos que nos preocupar aqui e em qualquer lugar do mundo.
A juntar à festa, temos o facto dos preços estarem em alinhamento pelos praticados pela APL. Mas o serviço é de primeira.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Blue Seven: Sines - Lisboa
Blue Seven: Um bonito e cheiroso Bavaria 36
Pois é, finalmente consegui fazer uma viagem no Blue Seven. A ideia era trazer de regresso o BS de Sines para a sua actual residência na Marina do Parque das Nações (Lisboa).
O programa seria sair por volta das 07:00 horas de Domingo, já que teríamos 60 milhas para "papar".
Acabamos por sair por volta das 08:00 horas, o Pequeno-Almoço prolongou-se um pouquito, com direito a pão feito no forno (do Lidl) e um capuccino. Digam lá que os marinheiros não se tratam bem!.
O dia começa calmo, sem vento e mar chão.
Note-se que os dias em Sines partem-se em 2. De manhã, sem vento e calmo. Á tarde, com a nortada, a coisa torna-se mais interessante para os marujos da vela e desgostoso para a malta da praia.
Assim, arrancamos com uma motorada.
Depois do Espichel, já entrados na tarde e com a nortada que esperávamos, a coisa começou a tornar-se mais interessante.
O vento, ou dava a sua graça ou caia. estava instável e aborrecido.
Com a aproximação ao Bugio, a coisa tornou-se engraçada, pois era notório o vento a levantar-se.
Quando dobramos o Bugio, a coisa tornou-se "orgasmática", pois recebíamos um vento de través entre os 20 a 30 nós.
Com a ajuda da enchente e este vento, o Blue Sevem navegava entre os 8 a 10 nós de GPS.
Este Blue Seven anda para caramba.
Quem disse que os Bavarias eram só para a marina, é porque nunca andaram num.
Deu para ver Golfinhos, muitos Golfinhos, e tubarões, sim tubarões. Eles andem aí.
Da minha parte foi uma experiência muito interessante, na companhia de um verdadeiro marinheiro e de boa conversa.
Fiquem com um pouquito do som:
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Férias Grandes 2010
Destino: Algarve. Desta vez, o objectivo era explorar a costa Este do Algarve, já que no ano passado foi a Oeste.
Assim, tínhamos 2 pontos de destino principal; Culatra e Tavira.
Fizemos uma primeira saída Sábado, 14 de Agosto, 04:00 da matina. Claro que só saímos às 05:00 horas, não fossemos nós tradicionalistas por não cumprir horários.
Aqui cometemos um erro, aceitamos que um companheiro sem experiência de mar e do qual não conhecíamos como se comportaria a bordo, viesse connosco. Resultado: mal saiu da barra começou a enjoar. 5 milhas a sul de Sines tivemos que tomar uma decisão de voltar para trás, pois arriscávamos ter problemas sérios com o nosso simpático novato.
Tomamos a decisão de sair no dia seguinte, depois do almoço, para aproveitarmos a nortada que se levanta a partir desta altura.
A viagem correu sem transtornos. 2 Barcos - Galhofas zarpou com 2 tripulantes (eu e o meu irmão). Dad's Mistress, um Bavaria 36, com um tripulante, o Jorge. Que companheiro aventuroso.
Eis o homem, venturoso e corajoso, que por alturas de São Vicente entrou em alucinações e batia as palmas de contente.
Explico melhor: este companheiro, depois de ter o barco sem sair do sítio 2 anos, perro que nem um velho (o barco) resolveu ir sem piloto automático, sozinho, com logística duvidosa e com noites mal dormidas, embarcar numa viagem de 15 horas agarrado ao leme.
Resultado: Quando chegamos a Portimão, a primeira coisa que fez foi um grande chichi. Por que será? 15 horas agarrado ao leme sem piloto automático? É seguramente um homem dos velhos tempos, já não se fazem assim.
Depois de Portimão zarpamos para Albufeira, onde entraria a restante tripulação do Dad's e Galhofas. O meu irmão terminou por ali.
Tripulação embarcada no Galhofas: Miúdas, todas giras.
No Dad's Mistress:
Bom, no dad's entraram "boys".
Seguramente que aqui o Galhofas levava vantagem, pois conseguiu miúdas, enquanto o Dad's Mistress ficou-se pelo nome, pois só embarcaram boys.
Depois de 3 dias em Albufeira para resolver o problema do leme perro do Dads (falta de uso, espero que o Jorge só tenha o Dads com falta de uso), zarpamos para a Culatra (Faro/Olhão).
A Culatra: lugar magnífico, vejam as fotos:
Assim, tínhamos 2 pontos de destino principal; Culatra e Tavira.
Fizemos uma primeira saída Sábado, 14 de Agosto, 04:00 da matina. Claro que só saímos às 05:00 horas, não fossemos nós tradicionalistas por não cumprir horários.
Aqui cometemos um erro, aceitamos que um companheiro sem experiência de mar e do qual não conhecíamos como se comportaria a bordo, viesse connosco. Resultado: mal saiu da barra começou a enjoar. 5 milhas a sul de Sines tivemos que tomar uma decisão de voltar para trás, pois arriscávamos ter problemas sérios com o nosso simpático novato.
Tomamos a decisão de sair no dia seguinte, depois do almoço, para aproveitarmos a nortada que se levanta a partir desta altura.
A viagem correu sem transtornos. 2 Barcos - Galhofas zarpou com 2 tripulantes (eu e o meu irmão). Dad's Mistress, um Bavaria 36, com um tripulante, o Jorge. Que companheiro aventuroso.
Eis o homem, venturoso e corajoso, que por alturas de São Vicente entrou em alucinações e batia as palmas de contente.
Explico melhor: este companheiro, depois de ter o barco sem sair do sítio 2 anos, perro que nem um velho (o barco) resolveu ir sem piloto automático, sozinho, com logística duvidosa e com noites mal dormidas, embarcar numa viagem de 15 horas agarrado ao leme.
Resultado: Quando chegamos a Portimão, a primeira coisa que fez foi um grande chichi. Por que será? 15 horas agarrado ao leme sem piloto automático? É seguramente um homem dos velhos tempos, já não se fazem assim.
Depois de Portimão zarpamos para Albufeira, onde entraria a restante tripulação do Dad's e Galhofas. O meu irmão terminou por ali.
Tripulação embarcada no Galhofas: Miúdas, todas giras.
No Dad's Mistress:
Bom, no dad's entraram "boys".
Seguramente que aqui o Galhofas levava vantagem, pois conseguiu miúdas, enquanto o Dad's Mistress ficou-se pelo nome, pois só embarcaram boys.
Depois de 3 dias em Albufeira para resolver o problema do leme perro do Dads (falta de uso, espero que o Jorge só tenha o Dads com falta de uso), zarpamos para a Culatra (Faro/Olhão).
A Culatra: lugar magnífico, vejam as fotos:
O pequeno porto de abrigo para os pescadores locais.
Água calma e de ria.
Praia fantástica e atipicamente com pouca gente (não se esqueçam que estamos no Algarve)
Pôr do Sol de outro mundo.
Um Luar de namorados (não, não é o Sol, é mesmo a Lua).
O Dad's fundeado com os seus "Garrafões" no costado.
O Galhofas. Que belo barco. Já não os fazem assim tão bonitos.
Um lugar magnífico, calmo, sereno e pitoresco.
A culatra, é um local muito simpático para se estar. Para além de conseguirmos beber um café por 60 cêntimos em pleno Agosto no Algarve, tem mercearia e restaurante simpáticos. No caminho para a praia, na Associação local, consegue-se comer por 5€ a refeição.
Também temos um contacto de um senhor que por 20€ nos leva 300 litros de água potável a bordo. Evitando assim termos que ir à marina mais próxima, Vilamoura, que dista 10 milhas para Oeste.
Os dias passaram-se de uma forma muito tranquila e divertida.
Gosto mesmo disto.
Não tenho palavras.
As passeatas no "Laranjinha"
Binóculos na mão, não vá um boy do Dad's aparecer todo interessante.
Por falar nos Boys.
Estão a ver que já piloto o Laranjinha?!
O Galhofas fundeado.
A vigilante de "Quarto".
Aproveitamos e fomos no ferry da Culatra para Olhão. Objectivo: almoçar com a Mãe do Jorge, o capitão do Dad's. Que senhora maravilhosa, conseguiu bater a minha mãe aos pontos, pois falou desde o início do almoço até aos beijinhos de despedida, nós só ouvíamos, que nem meninos na escola.
Que falta fazia no Dad's. O Dad's tem 3 camarotes, mas pelo que soube, dormiam na sala, pois os camarotes estavam cheios de "logística" importante (é só más línguas).
O regresso:
Bom, o regresso foi mais atribulado.
O Dad's Mistress.
Zarpamos da Culatra para Albufeira com o objectivo de deixar as tripulações menos marujas.
Queríamos regressar a solo para Sines. Eu no Galhofas, e o Jorge no Dad's.
Assim, zarpamos de Albufeira para a enseada de Sagres, com o intuito de ali fundearmos para dobrarmos o cabo São Vicente no dia seguinte pela matina.
Posso-vos dizer que saí de Albufeira de cuecas com um calor tremendo e chaguei a Sagres de casaco com um frio desagradável e ventos de 25 a 30 nós.
Não tenhamos dúvidas, São Vicente, é o nosso mini Horn.
Queríamos ter saído cedo, por volta das 06:00 horas, mas o vento manteve-se toda a noite forte. à 06:00 da manhã ainda andava nos 20 nós. Resolvemos sair pelas 09:30 com o vento na casa dos 15 nós. Se a coisa estivesse preta, voltávamos para a enseada.
Só uma nota: quando chegamos à enseada, o Galhofas foi o primeiro a meter ferro. Depois veio o Dad's. Pouco depois do Dad's ter metido ferro, vejo-o a sair de "rabo" para o mar alto. tal era o vento, que o Dad's desgarrou. Que grande susto, sorte o vento levar-nos para mar alto.
Não se esqueçam, metam toda a corrente que tiverem e dêem com o motor à ré para o ferro garrar bem.
A viagem de regresso correu bem, com muito mar e vento de norte.
O Galhofas resolveu meter vela e andar aos Zig Zags. Se era verdade que andava mais que o Dad's, mas pelo facto deste fazer uma rota directa a motor, íamos mantendo o mesmo avanço. Todavia, a vela dava-me mais conforto, pois o barco agarrava mais ao mar e não balanceava tanto como acontece quando vamos só a motor.
Ainda tive um susto do motor me falhar a 42 milhas de Sines. Tinha o pré-filtro de gasóleo todo sujo. Sinal de depósito de Gasóleo sujo. Já vai levar uma limpeza daquelas.
Mas o problema lá se resolveu, depois do Jorge me ter sugerido ligar novamente o motor e acelará-lo bem para limpar. Resultou. caso contrário, o regresso ter-se-ia feito à moda antiga, à vela, demorasse o tempo que demorasse, pois voltar para trás não era uma opção.
Agora fiquem lá com o som:
Agora fiquem lá com o som:
terça-feira, 29 de junho de 2010
O Galhofas já está fundeado na baía de Sines em grande estilo.
A viagem correu fantasticamente bem, não houve enjoo nem doidois.
Foi feita de contrastes:
- Saímos às 16.20 horas da MPN com vento pela proa até Belém.
- Em Belém, tínhamos bom vento pela amura (bolina cerrada) e aqui começou a festa, pois foi uma velejada monumental e radical até à bóia de espera com o GPS a marcar 9,5 a 10 nós de velocidade (claro que aqui tínhamos a força da maré a dar uma grande ajuda e um vento para cima dos 20 nós.
- 5 milhas depois de termos rumado para sul, o vento foi-se. Aqui tive que ligar motor e fiz literalmente o resto da viagem em borboleta stile e motor. A velocidade variava dos 6 a 7,5 nós.
E foi assim até Sines, com uma Lua de namorados e direito a ver o helicóptero da fragata Vasco da Gama a levantar voo e fazer uma razia de reconhecimento ao Galhofas (depois do Espichel).
Chegamos por volta das 3 da manhã com direito a golfinhos e mais 65 milhas no papo.
Borboleta Stile.
Bons momentos de escrita. Serão cartas de amor?
A bela da bolacha.
Parece que não, mas a humidade fresquinha sente-se.
O nosso Sol prepara-se para nos dizer um "Até amanhã".
E continuávamos em borboleta stile.
Nada mau para vento de 8 a 10 nós.
Onde é que está o vinho para acompanhar a janta?
Mas que bela média que estamos a fazer. Será que alguém nos está a empurrar?
O fiel amigo no seu relaxe a banhar-se do Sol de Sines.
O fiel companheiro.
O Galhofas fundeado na bela baía de Sines.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Mais um passeio, desta vez a Oeiras.
Mais um bonito fim-de-semana de Maio. Mais um passeio à vela no galhofas.
Destino: Oeiras (para almoçar)
A brisa era suave.
Muito suave mesmo.
A futura capitã.
A actual capitã.
Com muito estilo.
Tripulantes.
A ver se a retranca não me dá na tontaria (cabeça).
Afinando as velas.
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