sexta-feira, 25 de junho de 2010
Seixal - Que sítio giro!
2 Meses na Marina Parque das Nações
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Depois do Inverno - Cruzeiro a Troia
Olha para ele armado em Capitão.
Este Inverno parece que nunca mais acaba.
É verdade que a partir de Abril tivemos uma ou duas abertas, mas muito incerto.O Abril começou com um passeio a Tróia organizado pela ANC. Esta viagem foi decidida à última hora, já que os planos eram para ir a Valada.
Mas quando chegamos à ANC, comunicaram-nos que o rio estava muito sujo das cheias de Inverno, muitas redes e até havia um batelão afundado.
Neste cenário, considerei mais prudente ir para Tróia.
A ANC organizou este passeio com 2 saídas, uma na Quinta-feira, 1 Abril e outra na Sexta-feira, 2 de Abril.
A frota na sua maioria saiu na Quinta-feira, mas como tinha responsabilidades profissionais na Quinta, resolvi sair na Sexta, mas arriscava ir sozinho.
Não é que não goste andar sozinho, mas tem muito mais piada e "conforto" ver outro veleiro ali ao lado.
Foi com agradável surpresa que soube pela ANC que existia outro barco "Blue Seven" que padecia dos mesmos planos e ideais que o Galhofas.
Contactado o proprietário do Blue Seven, Rui Silva, combinamos encontrarmos-nos na doca de Santo-Amaro onde o Galhofas estava amarrado, e iniciar a partir dali, a viagem juntos, pois o Blue Seven vinha da Marina do Parque das Nações.
Sobre a viagem em si, remeto-vos para o blog do Blue Seven: http://veleiroblueseven.blogspot.com/
Isto sim, é uma Capitã, com algum frio parece-me!
Como ela se diverte com o pau na mão.
Blue Seven, em Borboleta stile.
O Cabo Espichel. Fascina-me sempre que o dobro. E esta não é a foto que melhor o ilustra.
A marina de Tróia.
A minha opinião sobre a marina de Tróia:
É uma marina de contrastes. Se por um lado está inserida num contexto paisagístico fabuloso, que considero a sua grande valia e atrevia-me a dizer quase a única, por outro lado tem tudo o resto contra:
- Muito exposta ao vento;
- Os balneários ficam para lá do Sol posto;
- É escandalosamente caríssima (mesmo com promoções a 50% é cara). Se querem afastar os nautas, aqui encontraram uma fórmula eficiente.
- Os serviços e entretenimento ao redor são praticamente inexistentes.
A ANC, neste cruzeiro, realizou um evento alternativo às regatas que se realizavam no Sado. Uma ida/visita às Minas do Lousal. Esta visita foi patrocinado pela Câmara Municipal de Grândola. E aqui meus amigos, tenho que vos dizer - é um crime não visitar este museu industrial mineiro.
Não tanto pelo que se vê, mas mais pelo que se ouve dos seus anfitriões.
Ao final da tarde, o Galhofas teve uma visita para a janta dos nossos amigos muito estimados João Mendonça, proprietário do meu amado Ketch "JB" e do Hugo, proprietário do quieto "Trigone"
Não podíamos ter tido melhor companhia.
Claro que depois da janta impunha-se um café, que só conseguimos beber no hotel que nos cobrou 2,5€ por cada UM!?!
Meninos, assim não dá. Querem turismo cá dentro?
Aqui ao lado, os nuestros hermanos oferecem mais por muito menos!
O regresso a Lisboa foi pacífico, não fora um enrolamento da Genoa no cabo do Balão que me esqueci de recolher e me obrigou a cortar as escotas da Genoa e recolher a mesma, regressando numa motorada a partir do Espichel em quanto o resto da frota se divertia numa velejada monumental à bolina.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pensar no Inverno
terça-feira, 4 de maio de 2010
Sines

O fundo é de boa tensa, areia, e sem qualquer rocha.
De um lado temos o porto dos pescadores com os seus barcos presos em poitas.

No outro temos o porto de recreio (marina).

A marina é gerida pela APS (Administração do Porto de Sines), com as suas vantagens e desvantagens.
Destaco alguns pontos positivos e negativos:
Positivos:
+ Preços baixos comparativamente com outras marinas nacionais;
+ Recepção 24 horas;
+ Balneários novos e limpinhos (abertos 24 horas);
+ Perto da vila (vai-se bem a pé sem necessidade de percorrer uma maratona;
+ Sossegada;
+ Dotada de uma pequena loja (Nauticamascarenhas) de aprestos náuticos;
+ Lavandaria, multibanco, café/bar, loja equipamento pesca e mergulho;
Negativos:
- A polícia marítima é chata (estamos a atracar e já lá está um militar a pedir-nos a documentação e tudo o mais que se lembrarem. Não lhes escapa um. Até se dão ao trabalho de visitar os que estão fundeados);
- O acesso à marina é fácil por qualquer pessoa, comprometendo a segurança;
- Muito exposta à nortada e ao mar de sudoeste (com mar de sudoeste, parece que estamos num carrocel. Os pontões chegam a ter uma amplitude de 1 metro nos piores sudoestes, provocando imensos estragos aos barcos;
- Os serviços de manutenção são reduzidos (não tem travel, só grua e é muito cara: 350€ para subir e mais 350€ para descer. Recomenda-se combinar com outros barcos para partilhar a despesa, pois estes 350€ são por 4 horas de utilização. Normalmente dá para descer até 4 barcos. Mas se for só um, paga os 350€.);
- Embora a marina esteja perto da vila, já não podemos dizer o mesmo de um supermercado, pois estes ficam em zonas da vila relativamente longe da marina.

Sines tem um encanto especial.
De 15 de Julho a 15 de Agosto tem as tasquinhas na marginal.
Tem praia ali à mão. Dá para ir a nado do barco até à areia.
As praias são fantásticas, recordo que temos de Tróia a Sines uma costa quase virgem de construções ou presença humana e a sul de Sines, praias como São Torpes, Porto Covo, Ilha do Pessegueiro, etc..
O Povo é maravilhoso, não chateiam ninguém.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
10 dias no Algarve 4
O nosso táxi privado. Sem ele, perdia-se metade da piada.
A propósito, temos um episódio engraçado com os dingui's quando estávamos fundeados em Portimão.
À noite, completamente escuro (sem lua), ouvíamos uns besouros (Dingui's) a correrem de um lado para o outro num vai e vem engraçado. Reparem, ouvíamos mas não víamos, pois a escuridão é quase total, somente com as luzes ao fundo de Portimão.
Questionava-mo-nos para onde iriam?
Na última noite em Portimão resolvemos ir jantar fora, à Pizza-hut, que fica na marina de Portimão.
Lá montamos no nosso private-táxi e fomos armados em besouro, sem ver breu à nossa frente em direcção aos pontões da marina, sem saber muito bem a onde iríamos atracar. Quando chegamos à marina, encostamos no pontão de espera a sul (o que fica do outro lado do pontão de espera da recepção da marina no lado dos bares e restaurantes), mas paramos a meio deste.
Quando saltamos para o pontão e nos dirigíamos para a porta de saída meio receosos de deixar o nosso private-taxi sozinho, no final do pontão, junto à porta de saída, encontramos uma meia-dúzia de dingui's como o nosso, todos juntinhos.
Ora esta, afinal os besouros vinham todos para aqui, boa.
Não querendo que o nosso private ficasse sozinho, fomos buscá-lo e coloca-mo-lo junto dos seus novos companheiros para ficarem numa companhia de besourados.
Depois de um belo jantar de pizza, regressamos ao Galhofas. Aqui a piada foi encontrá-lo no meio de uma trintena de veleiros fundeados silenciosamente às escuras.
Já viram como eu seguro o leme?!
Eu gosto mesmo disto.
Pois é, os 10 dias estão a chegar ao fim.
Serviu para tudo. Nomeadamente para conhecer melhor o Galhofas, Grande barco!
A cima de tudo, a família divertiu-se. Afinal de contas, foi esse o grande objectivo da aquisição do Galhofas, arranjar desculpas para estarmos todos juntos e viver a família de uma forma íntima e próxima.
A viagem de regresso para Sines fez-se sem qualquer sobressaltos, motorada claro, nesta altura do ano a nortada típica não deixa grande veleidades para a vela, a não ser que queiramos fazer um triângulo Sagres-Sines de 25 milhas para fora para apanhar ângulos de bolina razoáveis. Mas isso implica mais umas 5 ou 6 horas de viagem, e no regresso a moral já não é muita, pois as férias acabaram.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
10 dias no Algarve 3
As catraias fazem a festa.
Em Portimão, fundeia-se muito bem, pena é durante o dia, o vai e vem das motas de água (estas moças fazem um barulho! Será que aqui não se preocupam com os índices de som. Eu se fizesse este berreiro com a minha saudosa CB 750 na estrada, não ganhava para as coimas.)
Os barcos na entrada e saída do canal também provocam uma pequena ondulação, que embora não altere significativamente a quietude dos barcos fundeados, chateia um pouco. Mas quem quer sossego, não vem para aqui.